{"id":557,"date":"2012-10-30T00:08:58","date_gmt":"2012-10-30T00:08:58","guid":{"rendered":"http:\/\/web.ismt.pt\/wp\/oimtnews\/?p=557"},"modified":"2012-10-30T00:08:58","modified_gmt":"2012-10-30T00:08:58","slug":"cfo-portugueses-debatem-futuro-da-profissao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/oimt.ismt.pt\/?p=557","title":{"rendered":"CFO portugueses debatem futuro da profiss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Interessante artigo sobre gest\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de talentos:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.hrportugal.pt\/2012\/10\/29\/cfo-portugueses-debatem-futuro-da-profissao\/\">http:\/\/www.hrportugal.pt\/2012\/10\/29\/cfo-portugueses-debatem-futuro-da-profissao\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Michael Page Portugal, um dos maiores players mundiais na \u00e1rea do recrutamento e uma das empresas l\u00edderes do sector tamb\u00e9m a n\u00edvel local, acaba de apresentar um estudo que elabora o retrato dos CFO a n\u00edvel global e nacional, no qual foram inquiridos mais de 4.000 CFO em todo o mundo, incluindo Portugal.<\/p>\n<div>\n<p>O Bar\u00f3metro foi discutido, no passado dia 24 de Setembro, entre a MP Portugal e alguns dos principais CFO de diversos sectores portugueses.<\/p>\n<p>Relativamente ao seu futuro empresarial, os CFO inquiridos t\u00eam objectivos bastante concretos.<\/p>\n<p>Um quinto dos CFO inquiridos espera tornar-se CEO ou director-geral nos pr\u00f3ximos dois anos. Uma elevada percentagem dos CFO sul-americanos questionados (31%) prev\u00eaem dar este salto na carreira. Por outro lado, na Am\u00e9rica do Norte e Pac\u00edfico, um em 10 inquiridos (12% e 11%) acredita haver oportunidades para essa progress\u00e3o nos pr\u00f3ximos dois anos. No entanto, s\u00e3o, sobretudo os CFO na faixa et\u00e1ria entre os 35 e 49 anos que esperam tornar-se CEO no futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Em Portugal, os CFOs s\u00e3o motivados pela vis\u00e3o e estrat\u00e9gia dos seus futuros colaboradores e estariam dispostos a mudar de resid\u00eancia por motivos profissionais<\/p>\n<p>\u2022 50% dos CFO portugueses pretendem continuar como CFO mas com um leque mais variado de responsabilidades, enquanto 25% pretendem tornar-se CEO ou MD da sua empresa, sendo que as escolhas de carreira s\u00e3o sobretudo influenciadas pela estrat\u00e9gia do futuro empregador. J\u00e1 o n\u00edvel salarial e o equil\u00edbrio entre vida e carreira v\u00eam em segundo lugar.<\/p>\n<p>\u2022 Por outro lado, profissionais CFO em Portugal, pretendem ainda desenvolver as suas compet\u00eancias de comunica\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o, idiomas e marketing. Em compara\u00e7\u00e3o com outros CFO, a estrat\u00e9gia e gest\u00e3o de equipas n\u00e3o se encontram entre as suas prioridades.<\/p>\n<p>\u201cNo contexto de crise que vivemos actualmente, a rela\u00e7\u00e3o entre o CEO e o CFO deveria ser fortalecida mas isso nem sempre acontece. Devemos ser cada vez mais o bra\u00e7o direito do CEO e dedicar-nos sobretudo a dar solu\u00e7\u00f5es. Temos meios de an\u00e1lise e pesquisa que o resto da empresa n\u00e3o tem e nestas alturas podemos prestar um servi\u00e7o que outras fun\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem, pois n\u00e3o t\u00eam as ferramentas para o fazer\u201d, comenta Isabel Valente, directora Financeira da Ind\u00fastria Farm\u00eautica.<\/p>\n<p>Nu\u00f1o Sainz, director Administrativo e Financeiro KIA afirma: \u201cNum per\u00edodo como o que atravessamos, \u00e9 fun\u00e7\u00e3o-chave do CFO coordenar todas as \u00e1reas da empresa. Pela minha experi\u00eancia pessoal, o CEO preocupa-se principalmente com a \u00e1rea comercial mas h\u00e1 outros departamentos dentro da empresa onde o trabalho de segunda linha do CFO \u00e9 essencial, pois cabe-lhe analisar o ponto em que a empresa se encontra e desenhar as metas que esta deve alcan\u00e7ar. O CFO faz a diferen\u00e7a porque analisa profundamente toda a informa\u00e7\u00e3o da empresa, entra no detalhe e detecta \u00e1reas de melhoria. Para tal, \u00e9 imprescind\u00edvel que esteja envolvido no neg\u00f3cio, acompanhando inclusivamente a \u00e1rea comercial para assegurar a rentabilidade das opera\u00e7\u00f5es, assim como para apresentar solu\u00e7\u00f5es em que o CEO e o departamento comercial n\u00e3o tinham reparado\u201d.<\/p>\n<p>Miguel Albuquerque, CFO da Rexel, constata ainda que \u201cNo actual clima econ\u00f3mico, o CEO pode ter alguma dificuldade em afastar-se da realidade do dia-a-dia e pensar em termos estrat\u00e9gicos. Neste contexto, o CFO pode ser uma pe\u00e7a-chave na organiza\u00e7\u00e3o e dar um contributo importante, fornecendo aconselhamento com vista ao upgrade do modelo de neg\u00f3cio\u201d, refere.<\/p>\n<p>Daniela Sim\u00f5es, directora Financeira da Luis Sim\u00f5es, destaca ainda que rela\u00e7\u00e3o entre CEO e CFO depende da empresa: \u201cNa Luis Sim\u00f5es, o CFO tem uma grande import\u00e2ncia porque se entende que o suporte de seguimento do neg\u00f3cio \u00e9 fundamental. Os nossos CFO t\u00eam uma componente marcadamente comercial e por outro lado a \u00e1rea comercial necessita de uma perspectiva financeira. Assim, h\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o muito forte entre CEO e CFO\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, mais de metade dos CFO inquiridos (51%) tem expectativas pouco ambiciosas para as suas carreiras nos pr\u00f3ximos dois anos. V\u00eaem-se a desempenhar a mesma fun\u00e7\u00e3o, mas com um leque de responsabilidades mais alargado \u2013 sobretudo os CFO com um m\u00e1ximo de cinco anos de experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Outra das conclus\u00f5es apuradas pelo Bar\u00f3metro passou pelo facto de quase metade dos CFO com idades compreendidas entre os 50 e os 54 anos ainda esperar um aumento de responsabilidades. Mais de um ter\u00e7o dos CFO entre os 55 e os 60 anos (37%) t\u00eam as mesmas expectativas. Por outro lado, um quinto dos CFO com mais de 60 anos ainda espera ver-lhe atribu\u00eddas mais responsabilidades nos pr\u00f3ximos dois anos.<\/p>\n<p>\u201cOutro aspecto importante deste estudo \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o que os CFO t\u00eam no desenvolvimento das soft skills\u201d, destaca Miguel Albuquerque. \u201cPenso que os CFO t\u00eam de sair mais da sua zona de conforto, uma zona mais t\u00e9cnica, e investir mais na capacidade de comunica\u00e7\u00e3o e lideran\u00e7a at\u00e9 para serem reconhecidos dentro da pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o\u201d, conclui.<\/p>\n<p>Por outro lado, o Bar\u00f3metro de CFO 2012, identificou igualmente as necessidades prementes para 2012: Para este ano, a redu\u00e7\u00e3o de custos de fixos \u00e9 significativamente mais importante para os pa\u00edses europeus do que para as empresas de outras regi\u00f5es. Dos CFO europeus inquiridos, 41% consideraram este um projecto particularmente importante para 2012, enquanto na Am\u00e9rica do Norte apenas 27% consideraram o tema dos custos fixos extremamente importante.<\/p>\n<p>A optimiza\u00e7\u00e3o de custos torna-se mais importante \u00e0 medida que aumenta a dimens\u00e3o da empresa. 63% dos CFO de empresas com menos de 100 colaboradores nomearam a optimiza\u00e7\u00e3o de custos como um dos projectos mais importantes para o corrente ano. \u00c0 medida que aumenta o n\u00famero de colaboradores, aumenta tamb\u00e9m a percentagem. Em empresas com mais de 5.000 colaboradores, 71% dos CFO nomearam a optimiza\u00e7\u00e3o de custos como o projecto mais importante.<\/p>\n<p>Perante a pergunta sobre como ultrapassar estes desafios em 2013, inquiridos portugueses e os diferentes CFO presentes na discuss\u00e3o do estudo, afirmaram que o seu desafio \u00e9 reduzir custos, sendo que a principal prioridade para este ano \u00e9 manter a motiva\u00e7\u00e3o das equipas e tentar melhorar o ambiente de trabalho.<\/p>\n<p>Por parte de Daniela Sim\u00f5es, CFO da Lu\u00eds Sim\u00f5es, uma das estrat\u00e9gias passa por envolver os melhores talentos nos projectos mais relevantes que a companhia tem. S\u00e3o assim constitu\u00eddas equipas multi-disciplinares de talentos no sentido de desenvolverem novos servi\u00e7os para clientes e novas tecnologias a implementar. Inclusivamente, existe mesmo um programa espec\u00edfico dentro da companhia, o LS Plus, que aposta no desenvolvimento de compet\u00eancias de v\u00e1rios talentos previamente seleccionados no seio da empresa.<\/p>\n<p>J\u00e1 Isabel Andrade, da McDonald\u2019s, defende que a empresa se encontra, como \u00e9 natural face \u00e0 conjuntura financeira, relativamente limitada a n\u00edvel de incremento da massa salarial. No entanto, os colaboradores da McDonald\u2019s gostam de estar na empresa e n\u00e3o \u00e9 frequente sucederem sa\u00eddas. Uma das formas de estimular a reten\u00e7\u00e3o de talento \u00e9 o impulsionar da circula\u00e7\u00e3o internacional, oferecendo a determinados quadros a hip\u00f3tese de trabalharem noutros escrit\u00f3rios da marca um pouco por todo o mundo.<\/p>\n<p>Pelo seu lado, Miguel Albuquerque, CFO da Rexel, afirma: \u201cPara reter talento, cri\u00e1mos grupos multi-disciplinares para analisarem o neg\u00f3cio da empresa e o caminho que a organiza\u00e7\u00e3o vai seguir, para que os colaboradores se sintam envolvidos no neg\u00f3cio e sugiram ideias interessantes que possam ser postas em pr\u00e1tica. Desta forma, criamos uma liga\u00e7\u00e3o muito mais emocional entre a empresa e os colaboradores\u201d.<\/p>\n<p>A Parque Expo, sendo uma entidade empresarial do Estado, de capitais exclusivamente p\u00fablicos, encontra-se numa situa\u00e7\u00e3o semelhante: \u201cNeste momento, n\u00e3o conseguimos incentivar os nossos colaboradores a n\u00edvel remunerat\u00f3rio e a perspectiva \u00e9 que nos pr\u00f3ximos tempos a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se ir\u00e1 alterar. Neste quadro, \u00e9 um desafio enorme reter os quadros t\u00e9cnicos altamente qualificados que trabalham connosco. N\u00e3o podendo incentivar estes profissionais ao n\u00edvel do vencimento, procuramos fazer projectos de responsabilidade corporativa para que tenham um cada vez maior sentimento de perten\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o\u201d, afirma John Antunes, presidente e CEO da Parque Expo.<\/p>\n<p>\u201cEste Bar\u00f3metro identificou as mais variadas tend\u00eancias no sector financeiro em Portugal a n\u00edvel mundial. Estamos perante uma conjuntura adversa mas que, no entanto, mostra sinais de recupera\u00e7\u00e3o e de crescimento. Os profissionais est\u00e3o mais atentos a oportunidades e tendem a ser cada mais competitivos de forma saud\u00e1vel. Procurar novas compet\u00eancias faz parte dos radares dos profissionais desta \u00e1rea. Estamos perante candidatos com altas compet\u00eancias o que, de certa forma, impulsiona a import\u00e2ncia, cada vez maior de um CFO em empresas de qualquer dimens\u00e3o\u201d, conclui \u00c1lvaro Fern\u00e1ndez, director-geral da Michael Page Portugal.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Interessante artigo sobre gest\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de talentos: http:\/\/www.hrportugal.pt\/2012\/10\/29\/cfo-portugueses-debatem-futuro-da-profissao\/ &nbsp; A Michael Page Portugal, um dos maiores players mundiais na \u00e1rea do recrutamento e uma das empresas l\u00edderes do sector tamb\u00e9m a n\u00edvel local, acaba de apresentar um estudo que &hellip; <a href=\"https:\/\/oimt.ismt.pt\/?p=557\">Continuar a ler <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/oimt.ismt.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/557"}],"collection":[{"href":"https:\/\/oimt.ismt.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/oimt.ismt.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oimt.ismt.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/oimt.ismt.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=557"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/oimt.ismt.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/557\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":558,"href":"https:\/\/oimt.ismt.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/557\/revisions\/558"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/oimt.ismt.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=557"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/oimt.ismt.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=557"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/oimt.ismt.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=557"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}